Por que INNA ainda não é reconhecida no Brasil?

É difícil precisar como uma artista de grandiosa qualidade musical e alcance nas mídias sociais pode ser tão desvalorizada em terras brasileiras. Nosso mercado fonográfico costuma supervalorizar artistas populares estadunidenses, canadenses, britânicos; aqueles que independente da qualidade sonora apresentada terão as suas músicas amplamente difundidas. Basta observar as maiores plataformas de música da atualidade: YouTube e Spotify. Onde diariamente há, pelo menos, 1 grande nome sendo propagado através de ricas campanhas de marketing; mesmo que tal divulgação para este (a) ou aquele (a) artista não seja necessária por já possuírem mídia gratuita em conhecidos portais de entretenimento, revistas, jornais, emissoras de TV e rádio.

Nesta semana, INNA passou de 2 bilhões de visualizações em seu canal no YouTube  ajudada por seus singles Gimme Gimme Ruleta que juntos já obtiveram quase 200 milhões de visitas em 2017 — sem considerar qualquer vídeo oficial postado em canais de gravadoras. O portal adevarul.ro apontou que a romena está entre os 100 artistas com mais visualizações na plataforma. "Eu só posso ficar feliz porque a música é apreciada, os fãs assistem os meus vídeos e escutam as minhas músicas. Eu os agradeço e somente posso assegurar que haverá mais música", declarou INNA.

INNA é uma artista independente: perto de completar, 10 anos de carreira, se estabeleceu na gravadora em que é cofundadora e sócia majoritária, a Global Records, filiada à Roton Music. Ela ainda tem contrato com a Warner Music e no início do sucesso internacional lançou produtos para o mundo inteiro através de Atlantic Records, Spinnin Records, Universal Music Group e Ultra Records. Estas gravadoras secundárias perderam interesse em suas composições e pouco a divulgaram depois do álbum Party Never Ends.

A cantora se destaca pela presença e constante mudança de seus timbres eletrônicos, a romena já transitou por gêneros de música dançante como Eurodance, Electro house, Deep house e Tropical house; o que a afastou de um público brasileiro acostumado aos timbres genéricos da pop music. Tipo de música popular que se reinventa através de múltiplos gêneros tendo como base o rock and roll. Atualmente, temos ouvido predominar as sonoridades do hip-hop e reggaeton nas paradas musicais de apelo comercial. Então, é mais provável que INNA seja reconhecida no Brasil caso mude o seu estilo e comece a seguir tendências musicais populares. Para muitos fãs seria uma mudança bem-vinda que a aproximaria de parcerias como Anitta, Maluma e Major Lazer; para outros representaria a perda da identidade de música eletrônica dançante. Só quem pode nos mostrar qual caminho seguirá é Elena Alexandra Apostoleanu, nenhum deles está totalmente certo ou errado.

Atualizado em 16 de setembro de 2017.


Kelvin Criști
Amo a dance music romena! Sou produtor iniciante de música eletrônica, talvez escritor, talvez artista ASMR, mas com certeza corinthiano! Há 22 anos um club rocker nascia.
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